Sim moço!
Sou filha do asfato.
Queria mesmo ser da terra,
vinda do mato,
com cheiro de fruta do pé.
Mas não.
Sou filha da rua.
Quadrada, podada e criada.
Sou filha de um carnaval da carne.
Nasci filha mulher,
nunca menina.
E duvido de quem seja.
Sim moço!
Sou filha de puta!
De esquina e caminhão.
Sou filha de um sonho
que nasceu na contramão.
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4 comentários:
Que talento, Ronalda!
Adorei seu texto. De verdade.
Beijos
Moça, gostei dos teus versos. Vou comentar neste post porque é o último (e muito bom), mas o comentário é sobre o anterior:
"Somos infelizes. Jamais sobreviveriamos
À liberdade de leves e inconseqüentes
ações."
Que delicadeza admirável, gostei bastante.
volto aqui.
Beijo.
Tenho que discordar de vc!
Vc nasceu de um amor louco,doído,desnaturado, mas deliciosamente gostoso...
E o melhor: foi desejada e amada quando ainda brincava na nuvem com outros anjos tão lindos e sensíveis quanto vc!
E um desses anjos vc conhece e ele te acompanha até...sempre!
Bia, esse texto está cheio de metaforas, o fato d'eu dizer que sou filha disso ou daquilo não quer dizer que eu esteja falando dos meus pais mesmo. Se for o caso, releia e re-interprete.
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